Palpitação é a percepção dos próprios batimentos. A pessoa pode sentir o coração acelerado, forte, irregular ou como se houvesse uma pausa. Essa sensação pode ocorrer por motivos diferentes e não permite concluir, sozinha, que existe uma arritmia.

Quais detalhes ajudam na avaliação?

O modo como o episódio começa e termina costuma ser útil. Também vale observar a duração, a frequência, o que estava acontecendo naquele momento e se apareceram outros sintomas. Exercício, febre, privação de sono, ansiedade, cafeína, álcool, tabaco e alguns medicamentos podem entrar na conversa.

Quando for seguro, anote o horário e conte os batimentos por um minuto. Relógios e celulares podem registrar informações, mas não substituem a avaliação clínica nem devem ser usados para fechar diagnóstico.

Quando o Holter pode ser considerado?

O Holter registra o ritmo cardíaco por um período prolongado, geralmente durante a rotina. Ele pode ser indicado quando o cardiologista precisa relacionar sintomas com o traçado elétrico do coração. A escolha do exame depende da frequência dos episódios e das características dos sintomas.

O eletrocardiograma registra a atividade elétrica por poucos segundos. O Holter acompanha o ritmo cardíaco durante um período mais longo.

O que levar para a consulta

  • Uma descrição de como o episódio começa, quanto dura e como termina.
  • A lista de medicamentos, suplementos e estimulantes em uso.
  • Registros de frequência cardíaca ou dispositivos, se existirem.
  • Informações sobre desmaio, dor no peito, falta de ar e histórico familiar.

Sinais que exigem atendimento imediato

Palpitação acompanhada de desmaio, dor forte no peito, falta de ar importante, fraqueza intensa ou piora rápida precisa de avaliação urgente. Não espere uma consulta marcada. Procure uma emergência ou acione o SAMU 192.

Referências utilizadas neste artigo

Dr. Cristóvão SilvaCardiologista · CRM/RO 6419 · RQE 2465 e 2469

Conteúdo informativo. Diagnóstico, indicação de exames e tratamento dependem de avaliação médica.